TODOS NÓS CELEBRAMOS ALGUM ENTERRO
Giusepe Botelho e Tata Coutinho
Nesta performance de Giusepe Botelho e Tata Coutinho utilizam fotografias, projeções visuais e ruídos sonoros como forma de arriscar projetar a potência e a possibilidade em direção ao que é por definição impossível, em direção ao passado, em direção a um ruído do que já foi. Pois esta é a origem da retomada do luto benjaminiano, onde “nós todos celebramos algum enterro", signo do entrelaçamento entre a morte e o brilho erotizado que pode assumir um antigo novo possível, isto é, no choque em constante tensão com o tédio. Onde o tédio que poderia, eventualmente, nascer desta repetição do que retorna, não se condensa no trivial eterno retorno do mesmo, mas na transcrição lenta e gradual na composição de imagens escatológicas, onde se prenuncia um fim, que no limite, tem a aparência de um murmúrio, de um ruído, de um gesto.
12.12.2015
Maus Hábitos, Porto
Performance e Instalação: Giusepe Botelho e Tata Coutinho
Escultura Sonora: Orquestra ComandShift4
Produção: Carmo Azeredo
Assistência de Produção: Carolina Grilo Santos
Apoio e Promoção: Saco Azul Associação Cultural